“Jobs e Clow achavam que a Apple era uma das grandes marcas do mundo – provavelmente umas das cinco maiores, pelo apelo emocional -, mas era preciso lembrar às pessoas o que ela tinha de especial. Por isso queriam fazer uma campanha sobre a imagem da marca, e não um conjunto de anúncios apregoando produtos. Ela foi projetada para celebrar não o que os computadores eram capazes de fazer, mas o que pessoas criativas eram capazes de fazer com os computadores. ‘Não era sobre velocidade e memória dos processadores’, disse Jobs. ‘Era sobre criatividade.’ Visava alcançar não apenas clientes em potencial, mas também os próprios funcionários da Apple. ‘Nós, da Apple, tínhamos esquecido quem éramos. Um jeito de lembrar quem somos é lembrar quem são nossos heróis. Essa foi a gênese da campanha.”
Walter Isaacson sobre a campanha “Pense diferente”
Livro: Steve Jobs: a biografia (Companhia das Letras, 2011) | Autor: Walter Isaacson | Página: 345
