“Descartes lança mão, entre outras provas, da famosa prova ontológica da existência de Deus. O pensamento desse objeto – Deus – é a ideia de um ser perfeito; se um ser é perfeito, deve ter a perfeição da existência, senão lhe faltaria algo para ser perfeito. Portanto, ele existe.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 167
🔖 Leia a opinião de Spinoza sobre o mesmo tema (Spinoza foi contemporâneo de Descartes, sendo este último, 36 anos mais velho):
“Poder não existir é impotência e, ao contrário, poder existir é potência (…). E assim, se o que agora existe necessariamente não são senão entes finitos, então os entes finitos são mais potentes que o Ente absolutamente infinito; e isto (…) é absurdo; logo, ou nada existe, ou necessariamente o Ente absolutamente infinito também existe. Ora, nós existimos, ou em nós ou em outro que existe necessariamente. Logo, o ente absolutamente infinito, isto é, Deus, existe necessariamente.”
Benedictus de Spinoza
