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“Levei muitos anos e apanhei muito até dar valor às coisas conhecidas, familiares. Isso porque, como jovem redator, meus instintos me mandavam evitar o familiar e abraçar o contemporâneo. Mas eu aprendi a lição. Um dos meus mestres foi Jimmy Durante, ‘o narigudo’, com quem trabalhei muitos anos na década de 60. Jimmy aplicava a teoria da familiaridade ao seu humor. Ele acreditava que há dois tipos de humor: o humor da surpresa, que faz você deparar com algo inesperado, e o humor da coisa conhecida – esse é o tipo de humor que as pessoas adoram ouvir repetidas vezes, como crianças ouvindo uma história conhecida antes de dormir. O humor da surpresa desaparece no instante em que a surpresa é revelada. O outro humor melhora com o passar do tempo. Os shows de Jimmy Durante se construíam sobre o segundo tipo de humor – sobre o bem-amado familiar – velhas rotinas que as plateias conheciam de cor e salteado, e ficariam desapontadas se não as ouvissem.”

Carl Hixon, um dos gênios criativos dos dias de glória da Leo Burnett  

Livro: O herói e o fora-da-lei – Como construir marcas extraordinárias usando o poder dos arquétipos (Ed. Cultrix, 2021 – 1ª Edição 2003) | Autoras: Margaret Mark e Carol S. Pearson | Página: 307

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