“A primeira lição da experiência deve ser entreter, mas não satisfazer. Assim se conserva sempre a dependência dos demais. No entanto, não se deve chegar ao cúmulo de calar para que os outros errem nem de tornar o ferimento alheio incurável em proveito próprio.”
Baltasar Gracián
Livro: A arte da prudência (Ed. Sextante, 2006 – 1ª Edição publicada em 1647, com nome de “Oráculo manual e a arte da prudência”) | Autor: Baltasar Gracián | Página: 12
🔖 Outra citação que expressa a mesma ideia:
“Sobre o Amor, porém, resta algo a notar: ao fruirmos uma coisa que apetecíamos, acontece mui frequentemente que, por esta fruição, o Corpo adquira uma nova constituição pela qual seja determinado diferentemente e se excitem nele outras imagens de coisas; e simultaneamente a Mente começa a imaginar umas coisas e a desejar outras. P. ex, quando imaginamos algo que costuma deleitar-nos pelo sabor, desejamos fruí-lo, quer dizer, comê-lo. Ora, enquanto assim o fruímos, o estômago se enche e o Corpo é diferentemente constituído. Se então, já disposto diferentemente o Corpo, for fomentada a imagem daquele alimento, visto que está presente, e, consequentemente, também fomentado o esforço ou Desejo de comê-lo, a nova constituição se oporá a este Desejo ou esforço e, consequentemente, a presença do alimento que apetecíamos será odiosa, o que chamamos de Fastio ou Tédio.”
Benedictus de Spinoza
