“O ‘nós’, como insiste Richard Sennett, ‘é hoje um ato de autoproteção. O desejo de comunidade é defensivo…”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Páginaa: 223 a 224

“(…) o pluralismo da moderna sociedade civilizada não é simplesmente um ‘fato bruto’ que não pode ser desejado ou mesmo detestado mas que nem por isso desaparece, mas uma coisa boa e uma circunstância afortunada, pois oferece benefícios muito maiores que os desconfortos e inconveniências que produz, amplia horizontes da humanidade e multiplica as oportunidades de uma vida melhor que a que qualquer das alternativas pode oferecer.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 222

“O nacionalismo é o patriotismo indesejado e o patriotismo, o nacionalismo desejado.”

Bernard Yack, parafraseando Hobbes

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 218

🔖 Leia outras frases que abordam o mesmo tema:

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“O patriotismo é o membro ‘positivo’ da dupla, deixando o nacionalismo, com suas realidades desagradáveis, como membro ‘negativo’: o patriotismo, mais postulado que empiricamente verificado, é o que o nacionalismo (se amansado, civilizado e eticamente enobrecido) poderia ser mas não é. O patriotismo é descrito pela negação dos traços mais rejeitados e vergonhosos do nacionalismo.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 217

🔖 Leia outras frases que abordam o mesmo tema:

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“A palavra ‘comunidade’ nunca foi utilizada tão indiscriminadamente quanto nas décadas em que as comunidades no sentido sociológico se tornaram difíceis de encontrar na vida real.”

Eric Hobsbawm, historiador marxista britânico

“Quando Roma pega fogo e há muito pouco ou nada que se possa fazer para controlar o incêndio, tocar violino não parece mais bobo nem menos adequado do que fazer qualquer coisa.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 203

Curiosidade: O filme Titanic tem uma cena icônica em que músicos permanecem tocando seus violinos enquanto o navio afundava. Já viu essa cena? 🎞️

“A vida do peregrino é uma viagem em direção à realização, mas ‘realização’ nesta vida é equivalente à perda de sentido. Viajar em direção à realização dá sentido à vida do peregrino, mas o sentido que dá tem algo de um impulso suicida; esse sentido não pode sobreviver à chegada ao destino.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 197

“Cras, em latim, quer dizer ‘amanhã’. A palavra também costumava ser semanticamente elástica, não muito diferente do famosamente vago mañana, para incluir o ‘mais tarde’ – o futuro como tal. Crastinus é o que pertence ao amanhã. Pro-crastinar é por alguma coisa entre as coisas que pertencem ao amanhã. Pôr algo lá implica imediatamente que o amanhã não é o lugar natural dessa coisa, que a coisa em questão não faz parte por direito do amanhã. Por implicação, ela faz parte de outro lugar. Qual? Obviamente o presente.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 195

“Esta é a questão: o ‘progresso’ não representa qualquer qualidade da história, mas a autoconfiança do presente. O sentido mais profundo, talvez único, do progresso é feito de duas crenças interrelacionadas – de que ‘o tempo está do nosso lado’, e de que ‘somos nós que fazemos acontecer’.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 166

“A história é mais ou menos uma bobagem. Nós não queremos tradição. Queremos viver no presente, e a única história digna de interesse é a história que fazemos hoje.”

Henry Ford, 25 de maio de 1916 a um correspondente do Chicago Tribune

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 165

“John Fitzgerald Kennedy advertia seus concidadãos norte-americanos a usarem o ‘tempo como ferramenta, e não como sofá’.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 142

“A história do tempo começou com a modernidade. De fato, a modernidade é, talvez mais que qualquer coisa, a história do tempo: a modernidade é o tempo em que o tempo tem uma história.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 140

“(…) uma patologia do espaço público que resulta numa patologia da política: o esvaziamento e a decadência da arte do diálogo e da negociação, e a substituição do engajamento e mútuo comprometimento pelas técnicas do desvio e da evasão.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 138 a 139

“(…)‘no uso norte-americano comum, a cultura é, antes de tudo, a etnicidade’, que, por sua vez é ‘um modo legítimo de escavar um nicho na sociedade’. Escavar um nicho, não há dúvida, implica acima de tudo separação territorial, o direito a um ‘espaço defensável’ separado, espaço que precisa de defesa e é digno de defesa precisamente por ser separado – isto é, porque foi cercado de postos de fronteira que permitem a entrada apenas de pessoas ‘da mesma’ identidade e impedem o acesso a quaisquer outros.”

Zygmuny Bauman

“(…) a busca de segurança numa identidade comum e não em função de interesses compartilhados emerge como o modo mais sensato, eficaz e lucrativo de proceder; e as preocupações com a identidade e a defesa contra manchas nela tornam a ideia de interesses comuns, e mais ainda interesses comuns negociados, tanto mais incrível e fantasiosa, tornando ao mesmo tempo improvável o surgimento da capacidade e da vontade de sair em busca desses interesses comuns.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Páginas: 135 a 136