“Foi atribuída à curiosidade feminina uma conotação negativa, enquanto a masculina era chamada de curiosidade investigativa. As mulheres eram abelhudas, enquanto os homens eram indagadores. Na realidade, a trivialização da curiosidade das mulheres, que faz com que elas se assemelhem mais a espiãs chatas e maçantes, representa uma negação do insight, da intuição e dos pressentimentos das mulheres.”

Clarissa Pinkola Estés 

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 67

“Esse treinamento básico para que as mulheres ‘sejam boazinhas’ faz com que elas ignorem sua intuição. Nesse sentido, elas de fato recebem instruções específicas para que se submetam ao predador.”

Clarissa Pinkola Estés 

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 64

“Todas as criaturas precisam entender que existem predadores. (…) Compreender o predador significa tornar-se um animal maduro pouco vulnerável à ingenuidade, inexperiência ou insensatez.”

Clarissa Pinkola Estés 

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 60

“No transcorrer dos séculos, várias conquistas de nações por outras nações e conversões religiosas, tanto pacíficas quanto impostas pela força, encobriram ou alteraram a essência original das histórias antigas.”

Clarissa Pinkola Estés 

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 30

“Da maioria das coletâneas de contos de fadas e mitos hoje existentes foi expurgado tudo que fosse escatológico, sexual, perverso, pré-cristão, feminino, iniciático, ou que se relacionasse com as deusas; que representasse a cura para vários males psicológicos e que desse orientação para alcançar êxtases espirituais.”

Clarissa Pinkola Estés 

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 30

“Às vezes, várias camadas culturais superpostas desorganizam os esqueletos das histórias. Por exemplo, no caso dos irmãos Grimm (…), existe forte suspeita de que os informantes (contadores de histórias) daquela época às vezes ‘purificavam’ as histórias em consideração aos irmãos religiosos. Também suspeitamos de que os famosos irmãos tenham continuado a tradição de cobrir antigos símbolos pagãos com outros cristãos, de tal modo que uma velha curandeira num conto passava a ser uma bruxa perversa; um espírito transformava-se num anjo; (…).”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 29

“Nas histórias estão incrustadas instruções que nos orientam a respeito das complexidades da vida.”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 29

“As histórias são bálsamos medicinais. Achei as histórias interessantes desde que ouvi minha primeira. Elas têm uma força! Não exigem que se faça nada, que se seja nada, que se aja de nenhum modo – basta que prestemos atenção. A cura para qualquer dano ou para resgatar algum impulso psíquico perdido está nas histórias. Elas suscitam interesse, tristeza, perguntas, anseios e compreensões que fazem aflorar o arquétipo, (…).”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 29

“Quando são cortados os vínculos de uma mulher com sua fonte de origem, ele fica esterilizada, e seus instintos e ciclos naturais são perdidos, em virtude de uma subordinação à cultura, ao intelecto ou ao ego – dela própria ou de outros.”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 22

🔖 Leia outra citação sobre o selvagem dentro de nós:

…

“Tudo o que é notável é tão difícil quanto raro.”

Benedictus de Spinoza    

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 579

“A felicidade não é o prêmio da virtude, mas a própria virtude. E não gozamos dela porque coibimos a lascívia, mas, ao contrário, é porque gozamos dela que podemos coibir a lascívia.”

Benedictus de Spinoza    

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 577

“O primeiro e único fundamento da virtude ou da reta maneira de viver (…) é buscar o seu útil.”

Benedictus de Spinoza    

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 575

“Deus, enquanto ama a si próprio, ama os homens, e, consequentemente, que o amor de Deus aos homens e o Amor intelectual da Mente a Deus são um só e o mesmo.”

Benedictus de Spinoza    

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 567

“A eternidade é a própria essência de Deus enquanto envolve existência necessária (…).”

Benedictus de Spinoza    

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 561

“A Mente humana não pode ser absolutamente destruída com o Corpo, mas dela permanece algo que é eterno.”

Benedictus de Spinoza    

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 553

🔖 Leia outra citação que expressa a mesma ideia:

…

“Propriamente falando, Deus não ama nem odeia ninguém. Pois Deus (…) não é afetado por nenhum afeto de Alegria nem de Tristeza e, consequentemente (…), também não ama nem odeia ninguém.”

Benedictus de Spinoza    

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 545

“Portanto, o melhor que podemos fazer enquanto […] não temos o conhecimento perfeito de nossos afetos é conceber uma reta maneira de viver ou certos dogmas de vida, confiá-los à memória e aplicá-los continuamente às coisas particulares que frequentemente se apresentam na vida, para que assim nossa imaginação seja largamente afetada por eles e eles nos estejam sempre a mão.”

Benedictus de Spinoza    

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 537 | Afetos: sentimentos

“Um afeto é mau ou nocivo apenas enquanto a Mente é por ele impedida de pensar (…).”

Benedictus de Spinoza    

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 535 | Afeto: sentimento

“(…) cada um tem o poder de entender clara e distintamente a si e a seus afetos (se não absolutamente, ao menos em parte) e, por conseguinte, de fazer com que os padeça menos.”

Benedictus de Spinoza     

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 529 | Afetos: sentimentos