“Todos os moralistas estão de acordo em que o remorso crônico é um sentimento dos mais indesejáveis. Se uma pessoa procedeu mal, arrependa-se, faça as reparações que puder e trate de comportar-se melhor na próxima vez. Não deve, de modo nenhum, pôr-se a remoer suas más ações. Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo.”

Aldous Huxley

Livro: Admirável mundo novo (Círculo do Livro, década de 1980 – 1ª Edição 1932) | Autor: Aldous Huxley | Página: 7

“É interessante que Robin Cook seja um homem mau agora que sua promiscuidade extramatrimonial foi revelada. No entanto, não faz muito tempo ele esteve envolvido na venda de equipamento à ditadura na Indonésia, um regime que massacrou 200 mil pessoas no Timor Leste ocupado. Se os meios de comunicação e o público britânicos se sentissem tão ultrajados em relação ao genocídio quanto ao sexo, o mundo seria um lugar muito mais seguro.”

Dr. Spencer Fitz-Gibbon ao Guardian

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 269

“A verdadeira medicina começa com o reconhecimento da doença invisível – ‘fatos de que o doente não fala ou esquece de relatar’.”

Pierre Bourdieu

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 265

“O destino do homem não é uma fatalidade… A suposição de que fatalidade e destino são a mesma coisa merece ser chamada de fatalismo.”

Max Scheler em Ordo amoris

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 260

“A velocidade, no entanto, não é propícia ao pensamento, pelo menos ao pensamento de longo prazo. O pensamento demanda pausa e descanso, ‘tomar seu tempo’, recapitular os passos já dados, examinar de perto o ponto alcançado e a sabedoria (ou imprudência, se for o caso) de o ter alcançado. Pensar tira nossa mente da tarefa em curso, que requer sempre a corrida e a manutenção da velocidade.”

 Zygmunt Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 260

“Criar (e também descobrir) significa sempre quebrar uma regra; seguir a regra é mera rotina, mais do mesmo – não um ato de criação.”

Zygmunt Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 257

“Cabe um lembrete: ‘universo linguístico’ é um pleonasmo: o universo que cada um de nós vive é linguístico, e não pode ser senão linguístico – é feito de palavras. As palavras iluminam as ilhas das formas visíveis no oceano escuro do invisível e marcam os dispersos pontos de relevância na massa informe da insignificância. São as palavras que dividem o mundo em classes e objetos nomeáveis e fazem surgir seu parentesco ou oposição, proximidade ou distância, afinidade ou estranhamento – e enquanto estiverem sozinhas no campo elevam todos esses artefatos ao nível da realidade, a única realidade que existe.”

 Zygmunt Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 257

“(…), a arte e os artistas podem ter muitas pátrias, e a maioria deles certamente tem mais de uma. Em vez de ser sem pátria, o segredo é estar à vontade em muitas pátrias, mas estar em cada uma ao mesmo tempo dentro e fora, combinar a intimidade com a visão crítica de um estranho, envolvimento com distanciamento (…).”

Goytisolo e Derrida

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 256

🔖 Leia outras citações que abordam o mesmo tema:

“Os porta-vozes do óbvio, do autoevidente e ‘daquilo em que todos acreditamos’ são falsos poetas.”

Milan Kundera

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Páginas: 251 a 252

“Escrever significa para o poeta romper a muralha atrás da qual se esconde alguma coisa que ‘sempre esteve lá’.”

Milan Kundera, L´Art du roman – 1986

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 251

🔖 Leia outras frases que abordam o mesmo tema:

“Uma boa maneira de começar um conto é imaginar uma situação rigidamente formal – digamos, um recital de quarteto de cordas – e depois começar a desafiá-la, como um pulôver velho.”

Luis Fernando Verissimo  

Livro: Comédias para se ler na escola (Objetiva, 2001) | Autor: Luis Fernando Verissimo | Página: 131

“Dizem que, eventualmente, um computador bem programado poderá escrever teses e romances. Mas duvido que algum computador, algum dia, possa fazer uma anedota.”

Luis Fernando Verissimo  

Livro: Comédias para se ler na escola (Objetiva, 2001) | Autor: Luis Fernando Verissimo | Página: 109