“A alma não é só isso ou aquilo, ou, se preferirem, isso e aquilo, mas também tudo que ela já fez e ainda vai fazer com isso.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 38
“Finalmente, fundamentado em muitas observações e experiências, cheguei a apresentar dois tipos básicos de comportamento ou de atitude, ou seja, a introversão e a extroversão. A primeira atitude, quando normal, é caracterizada por um ser hesitante, reflexivo, retraído, que não se abre com facilidade, que se assusta com objetos e sempre está na defensiva, gostando de se proteger por trás do escudo de uma observação desconfiada. A segunda, quando normal, é caracterizada por um ser afável, aparentemente aberto, de boa vontade, que se adapta bem a qualquer situação, se relaciona facilmente com as pessoas e, não raro, se lança despreocupado e confiante em situações desconhecidas sem levar em conta a eventualidade de certos riscos. É evidente que no primeiro caso é o sujeito quem decide e no segundo o objeto.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 36
“Um homem completo, no entanto, sabe que mesmo seu mais feroz inimigo, não um só, mas um bom número deles, não chega aos pés daquele terrível adversário, ou seja, aquele ‘outro’ que ‘habita em seu seio’.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 27
“Na realidade, a natureza humana é portadora de um combate cruel e infindável entre o princípio do eu e o princípio do instinto: o eu, todo barreiras; o instinto, sem limites; ambos os princípios com igual poder.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 26
“O fato de o homem ter um lado sombrio é terrível, convenhamos, pois esse lado não é feito apenas de pequenas fraquezas e defeitos estéticos, mas tem uma dinâmica francamente demoníaca. É raro que o homem, o indivíduo, saiba disso. Parece-lhe inconcebível que possa, em algum ponto ou de alguma forma, exceder-se a si mesmo. Mas se deixarmos que esses seres inofensivos formem uma massa, em determinadas circunstâncias essa massa pode dar origem a um monstro delirante.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 22
“O erotismo constitui um problema controvertido e sempre o será, (…). Por um lado, pertence à natureza primitiva e animal do homem e existirá enquanto o homem tiver um corpo animal. Por outro lado, está ligado às mais altas formas do espírito. Só floresce quando espírito e instinto estão em perfeita harmonia. Faltando-lhe um dos dois aspectos, já se produz um dano ou, pelo menos, um desequilíbrio, devido a unilateralidade, podendo resvalar facilmente para o doentio. (…) Este dilema mostra toda a insegurança que o erotismo traz ao homem.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 20
“(…) a moral não foi trazida do alto do Sinai em forma de tábuas e imposta ao povo, mas constitui uma função da alma humana, tão antiga quanto a própria humanidade. A moral não nos é imposta de fora, nós a temos definitivamente dentro de nós mesmos, a priori; não a lei, mas o ser moral, sem o que seria impossível conviver na sociedade humana. (…) As leis morais, porém, só têm validade dentro de um grupo de convívio humano. Fora dele, deixam de existir, pois reina, desde sempre, aquela verdade antiquíssima: ‘homo homini lupus’ (o homem é o lobo do homem).”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 19
“Uma diminuição da hipocrisia e um aumento de autoconhecimento só podem resultar numa maior consideração para com o próximo, pois somos facilmente levados a transferir para nossos semelhantes a falta de respeito e violência que praticamos contra nossa própria natureza.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 18
“Quando se acompanha atentamente a história de uma neurose, sempre se depara com o momento crítico do aparecimento de um problema do qual o indivíduo se desviou. Ora, esse desviar-se é uma reação tão natural e constante como a preguiça, o comodismo, a covardia, o medo, o não saber e a inconsciência que estão em sua base. Em geral hesitamos diante de coisas desagradáveis, difíceis e perigosas, e delas não nos aproximamos.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 16
“(…) a natureza instintiva do homem sempre colide com as barreiras culturais. Os nomes vão mudando, mas o fato permanece o mesmo. Hoje em dia, sabe-se também que nem sempre é só a natureza instintiva animal que está em desacordo com a coerção cultural. Muitas vezes, novas ideias são premidas do inconsciente para a luz do dia, entrando em choque com a cultura dominante, tanto quanto os instintos.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 12
“Como é sabido, o processo cultural consiste na repressão progressiva do que há de animal no homem; é um processo de domesticação que não pode ser levado a efeito sem que se insurja a natureza animal, sedenta de liberdade.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 11
“O autoconhecimento de cada indivíduo, a volta do ser humano às suas origens, ao seu próprio ser e à sua verdade individual e social, eis o começo da cura e cegueira que domina o mundo de hoje.”
C. G. Jung
Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: IX | Contexto: 1ª Guerra Mundial