“A verdadeira escuta é um ato político, porque ela suspende os lugares constituídos para colocar todo centro e poder nas palavras que estão efetivamente sendo ditas, independentemente de quem as está pronunciando. Quando as práticas feministas insistem na importância da interrupção da fala da mulher pelo homem (manterrupting), do silenciamento, na desclassificação (gaslighting), na tradução ou apropriação de ideias (bropriating), na determinação do sentido da conversa (mansplaining) que os homens habitualmente impõem às mulheres, elas extão denunciando exatamente isso. É daí que veio a noção de ‘lugar de fala’, (…).”
“Foi atribuída à curiosidade feminina uma conotação negativa, enquanto a masculina era chamada de curiosidade investigativa. As mulheres eram abelhudas, enquanto os homens eram indagadores. Na realidade, a trivialização da curiosidade das mulheres, que faz com que elas se assemelhem mais a espiãs chatas e maçantes, representa uma negação do insight, da intuição e dos pressentimentos das mulheres.”
“Desde o início, as mulheres ouvem que não devem ser orgulhosas demais, que não devem ser altivas… esse tipo de coisa. Mas aprendi que não há problema em ter poder, não há problema em ter orgulho, não há problema em ter um grande ego – e também que preciso administrar e canalizar tudo isso nas direções certas.”
“A mulher, com sua psicologia tão diversa da psicologia masculina, é e sempre foi uma fonte de informação sobre as coisas que o homem nem mesmo vê.”




